O que é IOTA? O guia definitivo para iniciantes

Atualmente existem no mercado mais de 1600 criptomoedas diferentes. Todas elas únicas de uma forma muito especial. Mas será que todas elas têm o potencial para crescer e mudar o mundo? Certamente que não, mas o IOTA pode muito bem ser a exceção!

Neste artigo, iremos explorar em detalhe uma das mais populares e promissoras criptomoedas do mercado – a IOTA – e descubrir quais são seus pontos fortes, pontos fracos e se vale a pena investir em IOTA.

 

O que é IOTA?

IOTA significa Internet of Things Application, e é uma nova tecnologia de criptografia que facilita transações entre dispositivos na Internet das Coisas (IoT). O IOTA aborda as taxas de transação e os problemas de escalabilidade das tecnologias blockchain, livrando-se do bloco e da cadeia. Em vez disso, para enviar uma transação para o ledger IOTA, você deve verificar duas outras transações anteriores.

Este método de verificação significa que não existe um registro central e não há necessidade de os mineradores alimentarem a rede.

À medida que os dispositivos na rede verificam aleatoriamente as transações uns dos outros, eles criam consenso através da rede de conexões entre transações. Na criptografia, esse tipo de verificação é conhecido como Directed Acyclic Graph (DAG), mas os criadores do IOTA o chamam de Tangle (“Emaranhado”).

Como o poder de computação no Tangle cresce à medida que a rede cresce, o IOTA promete transações rápidas e gratuitas. Ele também foi projetado para processar micropagamentos e pagamentos entre máquinas, facilitando uma micro economia de máquina para máquina.

Embora o IOTA faça grandes promessas, a tecnologia ainda é nova e não deixa de ter seus pontos negativos. Neste artigo, veremos como o IOTA funciona, para que ele pode ser usado, algumas das críticas que ele enfrenta e se você deve investir no token.

 

Detalhes Técnicos da criptomoeda IOTA

  • Lançamento: 11 de junho de 2016
  • Oferta total: 2.779.530.283.277.761 tokens
  • Algoritmo: Prova de Trabalho (Proof of Work – PoW) usando uma versão do SHA-3
  • Tempo por Bloco / recompensa: sem bloqueios, requer a verificação de duas transações para poder enviar sua própria transação

O que é a Internet of Things (IOT)?

Todo o conceito por detrás da IOTA se baseia no potencial futuro da Internet of Things, ou “Internet das Coisas”. Mas o que é a Internet of Things (IoT)?

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De uma forma bastante simplificada, a Internet das Coisas é o conceito de basicamente conectar qualquer dispositivo à Internet (e/ou a outros dispositivos).

Isso inclui tudo, desde telefones celulares, cafeteiras, máquinas de lavar roupa, fones de ouvido, lâmpadas, dispositivos vestíveis (wearables) e quase tudo o que você pode imaginar. Isso também se aplica a componentes de máquinas, por exemplo, um motor a jato de um avião ou a perfuração de uma plataforma de petróleo.

Se um dispositivo tem um botão de ligar/desligar, é bem provável que ele possa fazer parte da IoT. A empresa de análise Gartner diz que até 2020 haverá mais de 26 bilhões de dispositivos conectados … Isso é um monte de conexões (alguns até estimam que esse número seja muito maior, mais de 100 bilhões). A IoT é uma rede gigante de “coisas” conectadas (que também inclui pessoas). O relacionamento será entre pessoas-pessoas, pessoas-coisas e coisas-coisas. As potencialidades são imensas! Que futuro, hein?

 

O Desafio do IOTA: Transações máquina para máquina

A Internet das Coisas é já uma força importante na economia mundial.

As empresas estão criando câmeras, sensores e outros dispositivos para monitorar as condições em fábricas, rotas de transporte, fazendas, lojas e residências. Segundo pesquisa da Gartner, a IoT cresceu para 8,4 bilhões de dispositivos em 2017, e as perspetivas para o crescimento futuro são exponenciais.

A visão da IOTA é ser a plataforma para transações de máquina para máquina (M2M). Os fundadores da IOTA começaram a empresa depois de trabalhar no setor de IoT e argumentam que, para que a IoT seja mais útil, os dispositivos da rede precisam compartilhar e alocar recursos com eficiência.

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Com o IOTA, dispositivos domésticos comuns podem comunicar-se e efetuar transações entre si.

Isso significa que os dispositivos precisam de ter a habilidade de comprar mais eletricidade, largura de banda, armazenamento ou dados quando precisarem e vender esses recursos quando não precisarem deles. Tudo isso de forma autónoma e sem depender de interação com um ser humano.

Mesmo em uma rede pequena, isso significa potencialmente dezenas de transações por segundo à medida que os dispositivos se comunicam e usam recursos. Com tantas transações, em uma escala tão pequena e rápida, os fundadores da IOTA acreditam que a tecnologia blockchain não é adequada para aplicativos IoT.

As redes Blockchain têm dificuldades com a escalabilidade (como vemos no debate gerado pelo fork SegWit2x do Bitcoin) e geralmente recorrem à cobrança de taxas para que os mineiros incluam sua transação em um bloco de forma prioritária. O objetivo da IOTA é resolver tanto a escalabilidade quanto as taxas com sua nova rede, para que bilhões de dispositivos de IoT possam usá-la, livremente e à escala global.

 

Escalabilidade: O IOTA não é uma tecnologia Blockchain

Como a IOTA planeja ter bilhões de nós de transação em sua rede, uma vez totalmente implementados, os fundadores precisaram projetar uma rede onde a potência de processamento cresce à medida que os nós na rede crescem.

Para isso, eles projetaram o The Tangle, um sistema de construção de consenso no qual o dispositivo que envia uma nova transação precisa primeiro verificar duas outras transações na rede. Para cada verificação, o verificador realiza uma pequena prova de trabalho ligando as transações ao tangle geral.

O tangle significa que o consenso é alcançado com base em uma teia de verificações. Cada transação é vinculada às duas transações verificadas e, com o tempo, será vinculada a transações futuras que a verificam. Isso resolve o problema de escalabilidade, pois a rede não depende mais de um blockchain central.

Cada novo dispositivo na rede contribui com sua capacidade de computação para a rede quando envia uma transação. O tangle também elimina a mineração de blocos, e todas as moedas no IOTA foram criadas na génese da rede. Não se encontra estipulado o lançamento de novos tokens no futuro.

 

Taxas de Transferência: Como o IOTA mantém sua utilização grátis

Como você contribui com a capacidade de computação para a rede quando envia uma transação, o custo de usar a rede é tão grande quanto a eletricidade necessária para verificar duas outras transações no IOTA. O tangle permite que a IOTA opere sem taxas e isso significa que a rede é ainda mais distribuída do que uma rede blockchain. Com o blockchain, a rede é distribuída entre os mineiros no blockchain. Com o Tangle, a rede é distribuída entre todos os nós participantes da rede.

A ausência de taxas é fundamental para a missão da IOTA de prestar serviços aos dispositivos de IoT. Esses dispositivos geralmente estarão transacionando em frações de um centavo com alta frequência. Quaisquer taxas cobradas em tais transações pequenas tornariam os micropagamentos inviáveis. Para servir como a espinha dorsal da economia M2M, o IOTA tem que ser livre para usar.

 

Ataque 34%: as vulnerabilidades do IOTA e o “Coordenador”

Aqueles familiarizados com a tecnologia blockchain sabem que um blockchain é vulnerável se uma parte tiver 51% da capacidade de computação na rede. Nesse ponto, é teoricamente possível que um ator mal intencionado crie e verifique transações falsas. Como a IOTA usa o Tangle para verificar suas transações, é teoricamente vulnerável se uma parte conseguir o controlo de pelo menos 34% (mais de 1/3) do poder de computação da rede.

A dificuldade de implementar um ataque de 34% contra o tangle do IOTA não deve ser subestimada. Como o tangle é uma teia complicada de nós e transações, você ainda precisa descobrir o ninho da rede antes de aproveitar sua vantagem de 34%.

No início da implementação da IOTA, é quando ela é mais vulnerável a esse tipo de ataque. Como a rede inicial é pequena, com menos nós, é mais fácil para um invasor acumular 34% da rede. Para combater essa ameaça, a IOTA está usando um “Coordenador” em sua implementação inicial, para garantir que o tangle  inicial não é comprometido.

Embora seja um passo necessário para a segurança desde o início, e a IOTA tenha assumido publicamente planos para eliminar o coordenador assim que a rede estiver forte o suficiente, tudo isto significa que a plataforma e a moeda estão centralizadas no momento e você deve confiar na IOTA Foundation se decidir investir.

 

As Tecnologias Proprietárias do IOTA

A equipe da IOTA tem recebido elogios e críticas pelo uso de novas tecnologias no desenvolvimento da plataforma. Originalmente, a IOTA usava sua própria função de hash conhecida como Curl para todas as provas de trabalho e geração de chaves. Embora o hashing de prova de trabalho tenha mudado para um protocolo SHA-3 mais tradicional, o IOTA ainda usa a função de hashing Curl proprietária para outros aplicativos na plataforma.

O IOTA também implementa a lógica ternária, em vez da tradicional binária. Usar processadores com três estados pode significar vantagens em eficiência e poder computacional geral. A IOTA está trabalhando de perto com o JINN Labs em hardware para dispositivos IoT que sejam capazes de computação ternária.

 

IOTA: preocupações, fraquezas e críticas

Diversos especialistas em tecnologia de criptografia questionaram a viabilidade da IOTA como plataforma. Ao implementar tantas novas tecnologias ao mesmo tempo, é difícil acreditar que não existam pontos fracos ou falhas na implementação do IOTA. A tecnologia por trás do IOTA simplesmente não foi testada o suficiente para saber como funcionará em escala e como aguentará os ataques. Essa falta geral de testes e revisão por pares é a maior preocupação para os detratores da IOTA.

No início deste ano, o MIT e a Universidade de Boston fizeram ondas quando publicaram um documento contundente descrevendo falhas críticas de segurança na função de hashing do Curl.

Uma boa criptografia leva anos para ser desenvolvida, testada e revisada. O algoritmo de hash SHA-3 levou nove anos para ser concluído e os especialistas mostraram preocupação com a decisão dos desenvolvedores da IOTA de tentar escrever sua própria criptografia em vez de usar padrões estabelecidos. Essas preocupações levaram a um preço bastante instável para o token IOTA, principalmente após esses resultados serem tornados públicos.

O MIT e a Universidade de Boston foram convidados a avaliar e analisar a tecnologia por detrás da IOTA pela IOTA Foundation

O MIT e a Universidade de Boston foram convidados a avaliar e analisar a tecnologia por detrás da IOTA pela IOTA Foundation.

É fácil esquecer, no entanto, que toda nova tecnologia passa por obstáculos técnicos e dificuldades de crescimento. Bitcoin passou pelo escândalo do Mt. Gox e o Ethereum resistiu ao hack das DAO.

Embora a tecnologia e a implementação por trás do IOTA certamente mudem, os potenciais investidores devem considerar a arquitetura geral da criptomoeda IOTA e o histórico da equipe de desenvolvimento ao considerar se deve investir.

 

Conclusão: Devo investir na criptomoeda IOTA em 2018?

A criptomoeda IOTA usa tecnologia com muito potencial.

Se for bem-sucedido, o tangle poderá ser um concorrente viável ao blockchain, e o mercado de internet para microtransações só continuará a crescer. Com toda essa inovação, no entanto, sua tecnologia não foi ainda totalmente testada.
No final, sua decisão de comprar o IOTA deve se basear em uma pesquisa completa sobre a tecnologia e seus fundadores. O tangle do IOTA pode ser o próximo grande avanço em criptografia, mas investir em uma tecnologia não testada é inerentemente arriscado, então faça sua pesquisa e bem-vindo ao mundo das criptomoedas!

Onde comprar e vender IOTA de forma fácil e segura?

Tendo em conta que o mercado das criptomoedas é ainda uma área jovem e em crescimento, é essencial que efetue as suas transações em ambientes seguros e plataformas sérias e profissionais.

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