Blockchain: Guia Definitivo para a inovação por trás das criptomoedas

É um banco de dados transacional distribuído, comparável a um grande livro contábil descentralizado e compartilhado, cuja função é armazenar e transferir valor ou dados via Internet de forma transparente, segura e sem a interferência de qualquer órgão central de controle.

O histórico completo das transações é guardado neste livro em blocos desde a sua criação, e cada membro da rede possui uma cópia atualizada deste registro.

O que é Blockchain?

Ele é ativo, cronológico, distribuído, verificável e protegido contra a falsificação por um sistema de confiança compartilhada (chamado consenso) entre os membros ou participantes (os nós).

Existem vários tipos de blockchains: blockchains públicas e blockchains privadas.

Segue um exemplo:

  • etapa n.º 1: duas partes concordam sobre os termos de uma transação (transferência de dinheiro, de ativos, de um bem imobiliário, etc.);
  • etapa n.º 2: o registro é “escaneado” pelos membros da rede, ou seja, é verificado, através da análise do seu histórico, que o vendedor possui efetivamente o ativo ou os fundos que está vendendo;
  • etapa n.º 3: em caso afirmativo, a transação é validada e acrescentada ao último bloco da corrente;
  • etapa n.º 4: o registro é divulgado para todos os participantes da rede.

Se não há mais intermediário ou fiador para garantir a segurança da transação, em que/quem confiar?

A gestão das transações (bem como a criação de bitcoins) é garantida pela rede de forma coletiva: ninguém possui ou controla a blockchain, mas todos podem participar dela. O fato de ser distribuída é o que garante a sua proteção. Para falsificar as transações, seria necessário modificar os registros de todos os membros da rede.

Sendo assim, a blockchain permite a automatização da transação e elimina o envolvimento de terceiros graças ao sistema de consenso distribuído e de confiança compartilhada, tornando-se uma infraestrutura de certificação. Além disso, esta tecnologia muda as regras do jogo: menos centralização, menos autoridade, mais compartilhamento.

Quem garante, por exemplo, que A é realmente o autor da obra registrada na blockchain?

Na blockchain, uma transação é aceita ou rejeitada através do consenso. Via de regra, um consenso é um acordo geral positivo e unânime dentro de um grupo de pessoas, permitindo decidir ou agir em conjunto, sem voto prévio ou deliberação específica.

Em uma blockchain pública, como a do Bitcoin, para adicionar uma transação e gerar novos bitcoins, é necessário iniciar um consenso chamado “mineração”. Este é um processo no qual mineradores são recompensados pela rede em função de uma prestação de serviços. Eles processam as transações e protegem a rede com material especializado e, em troca, recebem novos bitcoins.

O usuário pode utilizar a blockchain do mesmo jeito que utiliza a Internet?

Na verdade, a Internet possibilitou a automatização da relação (e antes disso, o estabelecimento da relação), enquanto a blockchain permite a automatização da transação através da eliminação de terceiros de confiança.

Após criar as primeiras interfaces, o usuário fará uso da tecnologia com toda transparência, do mesmo jeito que hoje ele utiliza a Internet sem se preocupar com o que ela é ou como ela funciona.

A blockchain traz uma infraestrutura de confiança algorítmica distribuída, ou “consensus-as-a-service” (consenso sob demanda). Logo, muitos observadores consideram que esta tecnologia irá ultrapassar a Internet no futuro.

O que falta para que esta tecnologia se desenvolva plenamente?

É preciso comunicar com o grande público para que ele possa descobrir as várias vantagens da tecnologia e os seus benefícios. A partir disso, projetos e comunidades se multiplicarão e a evolução tecnológica continuará num ritmo acelerado.

Até onde a nossa sociedade consegue dispensar a intervenção de intermediários de confiança e de órgãos de controle?

Podemos muito bem imaginar uma sociedade sem órgão central de controle, sem terceiro de confiança. A blockchain permite estocar, trocar, autenticar e verificar informações a um preço baixo e assumido pelo usuário, ou seja, sem terceiro de confiança. É justamente o que constitui a principal inovação e a originalidade da tecnologia blockchain.

Hoje enxergamos apenas algumas aplicações, mas as possibilidades parecem ser muito maiores, e isso em todas áreas da economia e da sociedade. E essas possibilidades são multiplicadas com as novas tecnologias blockchain emergentes.

Existem quatro grandes categorias de aplicações não monetárias à tecnologia blockchain: o registro distribuído, os “smart contracts”, as “smart properties” e as organizações autônomas descentralizadas.

A primeira aplicação é o registro distribuído. Embora a tecnologia blockchain não tenha sido desenhada com o propósito de estocar informação, ela é um excelente meio de rastrear informações e de datar eventos com precisão e certeza. Estas certificações apresentam um custo baixo e podem ser utilizadas no âmbito notarial, por exemplo para proteger a paternidade de uma obra (propriedade intelectual) ou para rastrear um recurso ou um objeto.

A segunda aplicação corresponde aos “smart contracts”, que são contratos escritos em uma linguagem de programação entre várias partes. As contrapartidas e as modalidades de execução – incluindo a data – são previstas, como em qualquer outro tipo de contrato. A partir do momento em que as condições são atendidas, a execução do contrato é automática.

As “smart properties” são uma variação da última aplicação acima. Objetos podem ser inscritos, acompanhados e transferidos na blockchain. Um exemplo simples de aplicação seria inscrever cada nova bicicleta em uma blockchain, limitando assim, entre outras coisas, operações fraudulentas relacionadas a sua venda/compra. Além disso, estas smart properties, ou seja, objetos conectados inscritos na blockchain, podem comunicar e efetuar transações entre elas. Exemplo de aplicação: ao verificar o desgaste da pastilha de freio, o seu carro poderia fazer um novo pedido do produto automaticamente via a blockchain.

A última aplicação, por fim, é sem dúvida a mais incerta e futurística: a das organizações autônomas descentralizadas (DAO em inglês). Graças a um conjunto de “smart contracts” constando como constituição, é possível criar uma organização cuja governança é descentralizada e dispõe de fundos investidos em função dos consensos entre seus membros.

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