A utilização do Blockchain na indústria da música

A tecnologia blockchain é utilizada em cada vez mais setores da indústria, como por exemplo na música. É interessante ver como a arte em geral e as tecnologias inovadoras interagem.

Esta semana, olharemos de mais perto para a relação que existe entre arte, música e blockchain. Em seguida, falaremos da inovação de duas grandes empresas brasileiras de ônibus, que já estão aceitando pagamentos com criptomoedas. Por fim, discutiremos o ambicioso projeto de William Shatner, que tem como objetivo reduzir despesas de energia, graças à mineração com energia renovável.

1. Arte e blockchain

A blockchain oferece várias vantagens aos músicos:

  • Primeiramente, a possibilidade de comunicação direta, o que lhes permite interagir sem intermediários com seu público.
  • Além disso, o que falta na indústria musical tradicional é um banco de dados unificado que armazena informações sobre obras musicais e seus autores. Como consequência, o artista permanece desconhecido, apesar da distribuição da sua música. A blockchain resolve esse problema, fornecendo um banco de dados descentralizado completo: um único banco de dados global.
  • Em seguida, gravadoras e empresas que compram direitos autorais nem sempre pagam os músicos de forma justa. Contratos inteligentes tornam o processo mais simples, rápido e transparente: a quantia distribuída para cada membro da banda ou seu gerente é fixada antecipadamente e, consequentemente, a remuneração se torna mais justa.
  • A blockchain possibilita também o financiamento participativo (crowdfunding). De fato, graças à venda de tokens, músicos poderão obter fundos para o desenvolvimento dos seus projetos (shows, álbuns, etc.).
  • Podemos acrescentar que ela é uma vantagem para a segurança, porque nas plataformas descentralizadas, o conteúdo é protegido contra hacking e uso ilegal.

Já existem algumas plataformas de música na blockchain, como a francesa Soundeon, que abrange todos os aspectos da indústria da música, desde a criação de uma obra musical até a organização de shows e a venda de ingressos.

Os artistas têm total controle sobre seu conteúdo, e os contratos inteligentes garantem transparência e confiança. Além disso, é possível registrar direitos autorais e vender os ingressos na mesma plataforma.

Também podemos mencionar a Ujo Music, baseada na blockchain Ethereum, garantindo aos artistas os honorários que merecem. Os músicos são pagos automaticamente quando as gravadoras ou empresas acessam suas produções.

A blockchain permite o armazenamento de informações na plataforma com total segurança. Desta forma, os músicos podem trabalhar de forma autônoma, comunicar com seu público e compartilhar sua música diretamente.

Para concluir esta série de exemplos no setor de música, podemos observar que VOISE também usa a blockchain Ethereum. A plataforma é responsável pelo streaming e distribuição de música, e ajuda artistas a encontrarem seu público e serem honestamente recompensados por seu trabalho.

A vantagem é que os músicos recebem praticamente 100% dos benefícios das vendas, tendo além disso seu conteúdo protegido contra ataques de pirataria, operações fraudulentas e uso ilegal. Segundo os seus desenvolvedores, VOISE torna a música acessível para autores e seu público no mundo inteiro.

As respostas da blockchain a questões de confiança e transparência são agora muito concretas. Trata-se de um sistema capaz de “memorizar” tudo e de manter os dados em uma linguagem totalmente segura; é tudo o que espera-se no mercado da arte em geral.

Pode-se imaginar todos os catálogos de vendas privadas, de sucessões de colecionador ou de leilões, reunidos em um único catálogo digital. Finalmente, no campo artístico, a blockchain poderia simplesmente restaurar a confiança do mercado, permitindo rastrear de maneira transparente e irrefutável o percurso de uma obra. A desconfiança não interferiria mais na emoção e deixaria espaço para o essencial: a relação com a obra.

2. No Brasil, duas grandes empresas de ônibus estão experimentando o pagamento de passagens com Bitcoin.

As empresas Brasil Sul e Viação Garcia, do grupo GBS, continuam seu desenvolvimento, e agora estão aceitando o pagamento da passagem de ônibus com Bitcoin.

A Viação Garcia foi fundada em 1934 e hoje é considerada uma das cinco maiores empresas brasileiras que atuam no setor de transportes. A Viação Garcia possui nada menos que 800 ônibus que já percorreram quase 5,5 milhões de quilômetros.

Seus clientes já podem comprar suas passagens com BTC, que hoje é a única moeda virtual aceita pelas duas empresas; já em julho próximo, Bitcoin Cash e Litecoin serão adicionados.

De fato, Estefano Boiko Junior, vice-presidente do Grupo GBS, observa que é importante incluir moedas virtuais em todos os setores da economia. Enfatiza principalmente o fato de que “o setor de transportes não deve ser deixado para trás”.

Essa abordagem também visa facilitar a adoção de moedas virtuais, que representam mudanças nas relações financeiras e facilitam compras on-line.

Inúmeras transações econômicas e comerciais já estão migrando para o mundo digital, e é por isso que o executivo ressaltou que o transporte de passageiro não poderia ser indiferente à tecnologia.

Por enquanto, o número de pessoas que já usaram moedas digitais para pagar seus ingressos ainda não foi revelado. O grupo GBP permanece confiante sobre o futuro das criptomoedas, e espera explorar essa nova tecnologia da melhor forma possível.

3. Investimento na mineração alimentada por energia renovável

O ator e autor William Shatner, conhecido por seu papel como o Capitão Kirk na série clássica Star Trek nos anos 1960, revelou seus ambiciosos planos de operar uma fazenda de mineração Bitcoin movida a energia solar no sul do Estado de Illinois, no Estados Unidos, entrando assim para a lista de celebridades que investem no setor de criptomoedas.

O ator canadense de 84 anos está trabalhando com a Solar Alliance, uma empresa especializada há algum tempo no setor de energia renovável. Jason Bank (CEO da empresa) e Shatner já começaram a trabalhar com reguladores locais para chegar a um acordo para comprar energia solar a taxas significativamente mais baixas.

Seu objetivo comum é abrir centros de mineração de criptomoedas indispensáveis e empresas de mineração, reduzindo o custo de energia.

Esta iniciativa é interessante, visto que nos últimos 12 meses, vários Estados e cidades proibiram a atividade de extração de moedas virtuais devido ao consumo excessivo de energia. De fato, o consumo de eletricidade do Bitcoin é estimado em 71 TWh e custa nada menos do que US $ 3,3 bilhões por ano. Isso é muito mais do que a Suíça e a República Tcheca consomem no mesmo período.

No entanto, iniciativas e otimizações das empresas no setor de criptomoedas estão abrindo uma vasta capacidade de energia renovável, que antes não estava disponível.

Por exemplo, a energia geotérmica é uma fonte renovável muito promissora, com bom potencial. A Islândia estabeleceu o primeiro sistema geotérmico do mundo. O país dobrou sua produção geotérmica (até 100 MW) por causa da demanda por cálculos complexos dentro do setor de criptomoedas.

No entanto, o princípio da energia renovável é uma faca de dois gumes. A recompensa pela extração de Bitcoin diminui a cada quatro anos. Quando o preço do Bitcoin cai, o preço da energia renovável aumenta, o que reduz significativamente sua rentabilidade.

Agora que já conhece um pouco melhor o mercado das criptomoedas, siga o link abaixo e descubra com este conteúdo exclusivo todos os segredos do Bitcoin e como começar a criar rendimentos investindo em Bitcoin:

Ainda sem comentários

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.